Banco Central estuda a liberação de 4 saques gratuitos por mês pelo Pix

O Banco Central anunciou nesta segunda-feira, 10, a abertura de uma consulta pública para a criação de dois novos serviços do Pix, a sua plataforma de pagamento online e gratuita. A autoridade monetária nacional propôs o lançamento do Pix Saque e do Pix Troco, que permitirão a retirada de dinheiro em espécie e estarão abertas para todos os usuários do serviço. A diferença é que o Pix Saque será empregado para saques dos valores, enquanto o Pix Troco estará associado a uma compra ou prestação de serviço. Pela proposta, os usuários do Pix terão direito a quatro saques gratuitos por mês utilizando qualquer uma das duas opções, com limite de R$ 500 por dia. A partir da quinta transação, as instituições financeiras e de pagamentos detentoras da conta do usuário poderão cobrar uma tarifa de uso.

Segundo o BC, as instituições poderão definir as condições para a prestação dos serviços, se optarão por apenas uma ou as duas modalidades, os dias e períodos que pretendem disponibilizar as funções e quais valores serão autorizados. “Na prática, a experiência do usuário é idêntica à de um pagamento via Pix: fará a leitura de um QR Code, autenticará o pagamento e comandará a transferência. A diferença é que, ao invés de receber um produto ou serviço em contrapartida, receberá o correspondente valor em dinheiro em espécie”, informou o BC.  “Os agentes de saque podem ser estabelecimentos comerciais ou empresas dos mais diversos tipos ou, ainda, instituições especializadas na oferta de serviço de saque, a exemplo das entidades que provêm os serviços dos caixas 24h.”

A expectativa é colocar os modelos em operação no segundo semestre deste ano. Os interessados em contribuir com a consulta pública podem encaminhar as propostas e sugestões pela página do Banco Central até o dia 9 de junho. “As duas inovações trarão mais conveniência aos usuários, ampliando a capilaridade do serviço de saque; e o aumento da competição ao proporcionar melhores condições de oferta e de precificação dos serviços de saques, principalmente pelas instituições digitais e todas as demais instituições que não contam com rede própria de agências ou de ATMs”, informou a autoridade monetária.