Caixa Econômica está pronta para novos pagamentos do auxílio emergencial, diz Barros

O governo federal mantém a ideia de realizar o próximo pagamento do auxílio emergencial ainda no mês de março. A proposta é que a primeira das quatro novas parcelas do benefício seja feita logo após a edição da Medida Provisória (MP) pelo governo, que irá estabelecer as regras para o recebimento. “A Caixa Econômica já está com todo o sistema pronto para fazer o pagamento. No primeiro auxílio não existia esse cadastro, mas hoje está pronto e rapidamente poderemos cumprir o compromisso de pagar a primeira parcela em março”, garantiu o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta sexta-feira, 12.

Segundo o parlamentar, a negociação atual é para que os pagamentos mensais sejam de R$ 250, embora Barros reconheça que o valor e o número de parcelas podem sofrer alterações antes da MP ser publicada. O deputado afirmou que não há uma estimativa de quantos brasileiros serão beneficiados com a nova rodada da renda emergencial, explicando que os cadastros estão sendo reavaliados pela equipe econômica do governo. “O ministro Paulo Guedes falou que estava pensando em metade dos que estavam recebendo antes [o benefício], está sendo feito um cadastro, uma verificação. Muitas pessoas retomaram as suas atividades, muitos setores estão em funcionamento e as pessoas já retomaram a capacidade de obter a própria renda. O Imposto de Renda estará cobrando de volta o auxílio de mais de 3 milhões de pessoas que não precisavam do auxílio emergencial, inclusive servidores públicos, e receberam. O cadastro está sofrendo uma seleção e para estas pessoas que realmente precisam será oferecido o auxílio, que poderá ser gradual para famílias maiores, menores e para mães chefes de família.”

Para o líder do governo, a aprovação da PEC Emergencial, mesmo com a retirada de alguns trechos, é um avanço para o país, não um revés ao Executivo. “Está absolutamente completa a PEC. O trecho retirado, na verdade, foi um acordo feito com os servidores públicos de todas as categorias e que permite a promoção e progressão mesmo durante o acionamento da Emergência. O acordo não foi tão prejudicial ao contexto, é uma pequena concessão, mas que viabilizou a aprovação do projeto como um todo”, disse. Segundo Ricardo Barros, a PEC Emergencial demonstra que o Congresso Nacional seguirá com a aprovação de propostas que compõem a agenda liberal do governo Bolsonaro, como as reformas tributária e administrativa, lei do gás, veto do saneamento e a privatização da Eletrobrás.  Foi uma grande conquista para o Brasil a aprovação do auxílio emergencial com uma potente capacidade de conter despesas públicas. São gatilhos importantes, medidas que vão ajudar muito nas contas públicas e evitar déficit fiscal primário. O Brasil precisa das reformas e vai tê-las com esse Congresso reformista e com presidentes eleitos na Câmara e no Senado que querem votar as matérias.”