Com queda de 4,6% na produção, setor automotivo reclama da alta de impostos e cobra reformas

A produção de veículos caiu 4,6% em janeiro, o que representa 199 mil unidades sobre dezembro do ano passado. Em comparação com janeiro de 2020, a fabricação cresceu 4,3%. Mesmo assim, a preocupação pós-pandemia é maior por questões estruturais, explica o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes. Ele defende que o tema deve ser prioridade do Congresso após a definição das presidências das Casas. “A importância das reformas, da melhora do ambiente de negócios, da redução do Custo Brasil, da redução da carga tributária no país. Ninguém aguenta mais, se a gente não fizer isso vamos perder empregos e empresas de qualidade.”

Luiz Carlos rebate que o setor é beneficiado com isenções e coloca o atual cenário do consumidor e alta carga de impostos. “O estado de São Paulo aumentou o ICMS sobre o caro usado, então você já vai tomar um prejuízo porque o seu carro vai ter uma valorização menor por conta aumento da carga tributária do ICMS dos usados. Aí você compra o novo, você vai tomar 12% de ICMS, a partir de 15 de janeiro 13,3% e a partir de 1º de abril, 14,5% de ICMS. Mais o Pis/Confis de 11,6%, mais o IPI que vai de 11%, 13%, 25%, dá esse número que a gente falou de 44% no caso de motorização mais alta. Se você financiar, você vai pagar o IOS sobre o financiamento e você vai fazer o seguro, então vai pagar o IOF sobre o seguro. Então é muito imposto“, disse. O presidente da Anfavea reforça que o modelo penaliza a todos, do consumidor as montadoras. Em um movimento sazonal, as vendas caíram 30% em janeiro em comparação com dezembro, o mês mais forte do ano.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos