Descompasso nas cadeias produtivas se mantém após um ano de pandemia

A desestruturação das cadeias produtivas permanece no Brasil após um ano de pandemia e diante da segunda onda de Covid-19 no país. A partir de março do ano passado houve a paralisação das fábricas, auge entre abril e maio, com posterior retomada econômica acima do esperado, o que gerou falta de insumos, matérias primas, ausência de estoques e forte demanda. O novo normal veio acompanhado dos preços mais altos, o real como a moeda mais desvalorizada na pandemia e um novo boom de commodities.

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, ressalta a mudança nos hábitos de consumo desde o início da crise sanitária. “Que surpreendeu a indústria no primeiro momento e depois ficamos achando que poderia ser transitório. Mas a medida que a pandemia está se mostrando mais duradoura, isso acaba também afetando a demanda e a própria cadeia da indústria”, explica. A Confederação Nacional da Indústria aponta que 73% das indústrias e empresas de construção têm problemas para encontrar matérias-primas produzidas no Brasil.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos