Dólar e Ibovespa caem com alta dos juros acima do esperado e cenário internacional

mercado financeiro brasileiro repercutiu nesta quinta-feira, 18, a alta acima do esperado de 0,75 ponto percentual da Selic pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) na véspera, elevando a taxa de juros para 2,75% ao ano. O dólar fechou com queda de 0,3%, a R$ 5,569 após bater máxima de R$ 5,581 e mínima de R$ 5,478. O câmbio encerrou esta quarta-feira, 17, com queda de 0,59%, cotado a R$ 5,586. Seguindo as Bolsas dos Estados Unidos, o Ibovespa, referência para a B3, encerrou com queda de 1,47%, aos 114.835 pontos. O pregão da véspera encerrou na máxima desde 19 de fevereiro, com alta de 2,22%, aos 116.549 pontos.

Em uma decisão que pegou o mercado de surpresa, a autoridade monetária brasileira elevou a taxa básica de juros de 2% para 2,75% nesta quarta-feira, o primeiro movimento de alta desde julho de 2015. A reajuste para cima já era esperado diante do avanço da inflação em ritmo mais forte que o projetado, mas o consenso era de elevação na casa do 0,5 ponto percentual. Além do aumento arrojado, o colegiado indicou que deve repetir a dose na próxima reunião, agendada para 4 e 5 de maio, e jogar a Selic para 3,5%. A previsão dos analistas é que a taxa de juros mantenha o viés de alta nos próximos encontros do Copom e encerre 2021 a 4,5% ao ano, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 15.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) encaminhou ao Congresso as duas medidas provisórias (MPs) que autorizam a retomada do auxílio emergencial por quatro meses e com valores menores aos de 2020. A nova rodada terá custo de R$ 43 bilhões aos cofres do governo. Os textos devem ser votados pelo Legislativo em 90 dias, mas já terão validade quando forem publicados no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer em edição extraordinária ainda hoje. A liberação do benefício foi dividida em duas partes. O primeiro texto determina que a nova versão do auxílio será pago para apenas uma pessoa por família e irá variar de R$ 150 para famílias compostas por apenas uma pessoa a R$ 375 para mulheres responsáveis pelo orçamento doméstico, com valor médio de R$ 250. O benefício será pago em quatro parcelas entre abril e julho, para aproximadamente 45,6 milhões de brasileiros. Os pagamentos serão feitos pela Caixa Econômica Federal sob orientação do Ministério da Cidadania. Já a segunda MP trata de questões operacionais e fiscais.