Dólar e Ibovespa fecham estáveis com cenário internacional misto

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro fecharam nesta segunda-feira, 10, praticamente zerados em linha com as indefinições no cenário internacional. O dólar encerrou com leve alta de 0,07%, a R$ 5,232, depois de alcançar a máxima de R$ 5,253 e a mínima de R$ 5,198. O câmbio fechou a semana passada a R$ 5,229 e acumulou a sexta semana seguida de desvalorização ante o real. O clima misto nas Bolsas internacionais fez o Ibovespa, referência da B3, encerrar o dia com recuo de 0,11%, aos 121.909 pontos. O índice fechou a semana passada acima dos 122 mil pontos, o melhor resultado desde janeiro.

O mercado seguiu analisando os impactos que a criação de empregos nos EUA em abril terá na política monetária. O país encerrou o mês passado com 266 mil novos postos de trabalho, bastante abaixo da expectativa dos analistas, de aproximadamente 1 milhão. O dado indica que os EUA ainda devem manter a política de estímulos, injetando mais dólares nos mercados internacionais. Também na agenda externa, o minério de ferro bateu novo recorde neste domingo, 9, em reflexo a recuperação da economia chinesa e o crescimento da demanda de aço em meio ao agravamento das relações entre a China e a Austrália, o principal fornecedor da commodity aos asiáticos.

No cenário doméstico, o mercado manteve os debates dos efeitos da CPI da Covid-19 no governo de Jair Bolsonaro (sem partido) e na tramitação da agenda de reformas no Congresso. Nos próximos dias devem, ser ouvidos o diretor da Anvisa, Antônio Barra Torres, o ex-ministro Ernesto Araújo e o ex-secretário de Comunicações Fábio Wajngarten. O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, tem depoimento marcado para o dia 19. Ainda em Brasília, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou hoje que os trâmites da reforma tributária serão anunciados ainda nesta semana e que o texto, que será divido em partes, poderá ter até quatro relatores no Congresso. Na pauta de índices, o mercado financeiro revisou a alta do Produto Interno Bruto (PIB) para 3,21% e elevou a expectativa da inflação para 5,06%, segundo dados do Boletim Focus divulgados nesta manhã. A projeção para o câmbio foi reduzida para R$ 5,35, enquanto as estimativas para a Selic ficaram congeladas em 5,5%.