Dólar e Ibovespa oscilam com agravamento da pandemia e incerteza política

O mercado financeiro brasileiro opera nesta quinta-feira, 25, em oscilação com o temor da piora da pandemia do novo coronavírus e o risco político em Brasília com a cobrança de lideranças por soluções. Por volta das 12h30, o dólar recuava 0,08%, a R$ 5,635 depois de alcançar máxima de R$ 5,681 e mínima de R$ 5,619. O câmbio fechou na véspera com salto de 2,25%, a maior alta diária em seis meses, cotado a R$ 5,640. Apesar do cenário misto nas principais Bolsas internacionais e o clima pesado no mercado interno faz o Ibovespa, principal referência da B3, avança 0,36%, aos 112.469 pontos. O pregão desta quarta-feira, 24, encerrou com baixa de 1,02%, aos 112.064 pontos.

A escalada da pandemia da Covid-19 mantém pressão sobre o humor dos investidores diante da perspectiva de mais tempo para a retomada das atividades econômicas. O Brasil superou nesta quarta-feira a mara de 300 mil mortes pelo novo coronavírus ao registrar 1.999 novos óbitos nas últimas 24 horas. Desde fevereiro de 2020, 330.675 perderam a vida no país por conta da pandemia. O agravamento aumentou a pressão em Brasília. O presidente da Câmara e aliado do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), Arthur Lira (PP-AL), chegou a citar “remédios fatais” contra erros cometidos no combate à pandemia. “Os remédios políticos no parlamento são conhecidos e são todos amargos. Alguns fatais, muitas vezes são aplicados quando a espiral de erros se torna uma escala geometricamente incontrolável”, disse, sem citar o destinatário do recado.

Em audiência para tratar do combate à pandemia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta manhã que nas próximas semanas haverá um cenário diferente com o avanço da vacinação e arrefecimento das medidas de isolamento social. “Como prometeu o ministro Marcelo Queiroga, se tivermos um ritmo de vacinação de um milhão de doses por dia, em pouco mais de um mês vacinaremos todos os idosos. E os óbitos são 85% concentrados em pessoas com mais de 60 anos. Mesmo com as novas variantes, se essa idade de risco abaixar, em 40 dias teremos um novo cenário, a mortalidade pode desabar”, afirmou.