Dólar e Ibovespa recuam após alta inesperada da taxa de juros

O mercado financeiro brasileiro repercute nesta quinta-feira, 18, a alta acima do esperado de 0,75 ponto percentual da Selic pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), elevando a taxa de juros para 2,75% ao ano. Por volta das 11h40, o dólar operava com queda de 1,02%, a R$ 5,529 após bater máxima de R$ 5,581 e mínima de R$ 5,478. O câmbio encerrou na véspera com queda de 0,59%, cotado a R$ 5,586. Após fechar na máxima desde o fim de fevereiro impulsionado pela manutenção dos juros nos Estados Unidos entre 0% e 0,25% e recuperar os 116 mil pontos, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, opera em queda, com recuo de 0,16%, aos 116.360 pontos.

Em uma decisão que pegou o mercado de surpresa, a autoridade monetária brasileira elevou a taxa básica de juros de 2% para 2,75% nesta quarta-feira, o primeiro movimento de alta desde julho de 2015. A reajuste para cima já era esperado diante do avanço da inflação em ritmo mais forte que o projetado, mas o consenso era de elevação na casa do 0,5 ponto percentual. Além do aumento arrojado, o colegiado indicou que deve repetir a dose na próxima reunião, agendada para 4 e 5 de maio, e jogar a Selic para 3,5%. A previsão dos analistas é que a taxa de juros mantenha o viés de alta nos próximos encontros do Copom e encerre 2021 a 4,5% ao ano, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 15.