Dólar recua com bom humor externo; Ibovespa volta aos 124 mil pontos

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro fecharam no campo positivo nesta quinta-feira, 27, com uma nova onda de otimismo internacional depois que a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, defendeu o aumento de gastos públicos para impulsionar a economia do país. No noticiário doméstico, o humor foi pressionado pelo novo recorde na taxa de desemprego, que atingiu 14,7% no trimestre encerrado em março. O dólar fechou o dia com queda de 1,09%, cotado a R$ 5,255 depois de bater a máxima de R$ 5,313 e a mínima de R$ 5,240. O câmbio encerrou na véspera com recuo de 0,45%, a R$ 5,313. O Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, fechou com alta de 0,30%, aos 124.366 pontos. O pregão desta quarta-feira, terminou com alta de 0,81%, aos 123.989 pontos.

Noticias positivas dos EUA impulsionaram os mercados durante todo o dia. Pela manhã, o Departamento do Trabalho norte-americano registrou 406 mil pedidos de seguro-desemprego na última semana, o menor número desde março de 2020, no início da pandemia do novo coronavírus. O resultado veio melhor do que as 425 mil solicitações esperadas pelos analistas e abaixo dos 444 mil pedidos registrados na semana anterior. Já o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre foi revisado para avanço de 6,4%, ante alta de 4,3% nos últimos três meses de 2020. Segundo o Departamento do Comércio, o desempenho foi impulsionado pelo avanço da vacinação no país e pelos estímulos do governo federal. Na parte da tarde, a secretária do Tesouro defendeu no Congresso a expansão da política fiscal em meio ao processo de recuperação do país contra a pandemia do novo coronavírus. O recado trouxe otimismo aos investidores com a expectativa de aumento da injeção de dólares na economia global.

No noticiário doméstico, o mercado repercutiu o novo recorde na taxa de desemprego, que chegou a 14,7% entre janeiro e março, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 14,8 milhões de brasileiros desocupados, um crescimento de 6,3% (880 mil pessoas) em comparação com trimestre de outubro a dezembro de 2020, o maior registro desde o início da série histórica, em 2012. Os dados do IBGE também mostram que a média da população ocupada se manteve estável ante o trimestre móvel anterior, ficando em 85,7 milhões. No entanto, na comparação com 2020, houve uma queda de 7,1%, o que representa menos 6,6 milhões de pessoas ocupadas.