Dólar recua com dados do seguro-desemprego nos EUA; Ibovespa oscila

O mercado financeiro opera nesta quinta-feira, 27, influenciado pelo bom humor internacional após a queda no pedido do seguro-desemprego nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que os dados do IBGE mostram novo recorde de pessoas sem trabalho no Brasil. Por volta das 11h40, o dólar recuava 0,75%, cotado na mínima de R$ 5,272. A máxima bateu em R$ 5,313. O câmbio fechou a véspera com recuo de 0,45%, a R$ 5,313. Depois de passar a maior parte da manhã em alta, o Ibovespa, referência da B3, passou a oscilar e registrava leve alta de 0,04%, aos 124.052 pontos. O pregão desta quarta-feira, 26, fechou com alta de 0,81%, aos 123.989 pontos.

O Departamento do Trabalho norte-americano registrou 406 mil pedidos de seguro-desemprego na última semana, o menor número desde março de 2020, no início da pandemia do novo coronavírus. O resultado veio melhor do que as 425 mil solicitações esperadas pelos analistas e abaixo dos 444 mil pedidos registrados na semana anterior. Já o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre foi revisado para avanço de 6,4%, ante alta de 4,3% nos últimos três meses de 2020. Segundo o Departamento do Comércio, o desempenho foi impulsionado pelo avanço da vacinação no país e pelos estímulos do governo federal. Os resultados renovam as expectativas de recuperação da maior economia do globo após o choque causado pela crise sanitária.

No noticiário doméstico, investidores repercutem o novo recorde na taxa de desemprego, que chegou a 14,7% entre janeiro e março, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad – Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 14,8 milhões de brasileiros desocupados, um crescimento de 6,3% (880 mil pessoas) em comparação com trimestre de outubro a dezembro de 2020, o maior registro desde o início da série histórica, em 2012. Os dados do IBGE também mostram que a média da população ocupada se manteve estável ante o trimestre móvel anterior, ficando em 85,7 milhões. No entanto, na comparação com 2020, houve uma queda de 7,1%, o que representa menos 6,6 milhões de pessoas ocupadas.