Dólar sobe com inflação acima do esperado; Ibovespa oscila

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro operam nesta quarta-feira, 9, com investidores analisando o salto de 0,83% da inflação em maio, acima da média de 0,7% projetada pelos analistas. No acumulado dos 12 meses, o IPCA foi a 8,06%, muito além do teto da meta de 5,25% perseguida pelo Banco Central. No cenário externo, os mercados seguem em compasso de espera pela inflação aos consumidores dos Estados Unidos, que será publicada nesta quinta-feira, 10. Por volta das 10h55, o dólar registrava alta de 0,14%, cotado a R$ 5,042, depois de bater a máxima de R$ 5,051 e a mínima de R$ 5,020. O câmbio encerrou a véspera com queda de 0,04%, a R$ 5,034. O Ibovespa, referência da B3, registrava alta de 0,18%, aos 130.029 pontos após oscilar entre os campos positivo e negativo. O pregão desta terça-feira, 8, encerrou com queda de 0,76%, aos 129.787 pontos.

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a subir em maio ao registrar alta de 0,83%, ante o avanço de 0,31% em abril, segundo números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o maior registro para o mês desde 1996, quando foi a 1,22%. O indicador oficial da inflação brasileira acumulou alta de 8,06% nos últimos 12 meses encerrados em maio. No ano, a inflação acumula alta de 3,22%. No cenário internacional, mercados em todo o mundo aguardam pela inflação aos consumidores dos EUA (CPI, na sigla em inglês), e os seus efeitos na política monetária do país. Em abril, o dado surpreendeu ao avançar 4,2% e levou temor ao investidores pela possível redução dos estímulos empregados para a recuperação da maior economia do globo após o choque do novo coronavírus. Apesar do repique, dirigentes do Banco Central norte-americano (Fed, na sigla em inglês) afirmaram que a alta é temporária e não vai ter efeito na condução dos estímulos.