Dólar sobe com pressão internacional e CPI da Covid-19; Ibovespa recua

O mercado financeiro brasileiro opera nesta quarta-feira, 19, novamente pressionado pelo cenário internacional com investidores à espera da comunicação do Banco Central dos Estados Unidos (Fed, na sigla em inglês) sobre a política monetária. No noticiário local, as atenções estão voltadas ao depoimento do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. Por volta das 12h20, o dólar operava com alta de 0,5%, a R$ 5,281, depois de alcançar a máxima de R$ 5,306 e a mínima de R$ 5,270. O câmbio fechou na véspera com leve queda de 0,09%, cotado a R$ 5,266. O Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, operava com queda de 0,43%, aos 122.449 pontos. O pregão desta terça-feira, 18, fechou praticamente estável, com alta de 0,03%, mas o suficiente para levar o índice aos 122.979 pontos, o melhor desempenho desde 14 de janeiro.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do BC dos EUA vai anunciar nesta tarde a nova sinalização para a política monetária após a alta de 4,2% da inflação em abril, bastante acima do esperado pelos analistas. Desde a última semana, os investidores reagem com temor a possível reversão da estratégia de estímulos, o que poderia impactar em um crescimento menor da economia norte-americana e a redução de dólares nos mercados globais, mesmo que diversos representantes da autoridade monetária tenham dito que o repique inflacionário não irá alterar os planos de juros baixos.

Na cenário doméstico, as atenções estão voltadas ao depoimento do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na CPI da Covid-19. A comissão foi instaurada para investigar as ações do governo federal no combate à pandemia, além do envio de recursos da União para Estados e municípios. O depoimento de Pazuello é o mais aguardado desde o início dos trabalhos e deve trazer mais instabilidade ao cenário político. Ainda na pauta nacional, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi alvo da Operação Akuanduba, da Polícia Federal, que apura a exportação de madeira ilegal. Segundo informações da PF, Salles é investigado pela possível facilitação de contrabando de produtos florestais para os EUA e Europa.