Ibovespa bate recorde histórico com bom humor internacional; dólar cai

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, bateu recorde  nesta sexta-feira, 28, ao fechar aos 125.561 pontos depois de registrar avanço de 0,96%. O desempenho, impulsionado pelo bom humor dos mercados globais e pela valorização da Petrobras, superou os 125.076 alcançado em 8 de janeiro, até então a máxima histórica. O pregão fechou na véspera com alta de 0,30%, aos 124.366 pontos. Com este resultado, o Ibovespa soma alta de 2,42% na semana, e 5,6% no mês. Desde o início do ano, o índice registra avanço de 5,5%. O câmbio também teve um bom desempenho e o dólar fechou com queda de 0,82%, cotado a R$ 5,212, o menor valor desde 14 de janeiro, quando encerrou a R$ 5,209. O resultado faz a moeda norte-americana encerrar a semana com queda de 2,63%, após dois períodos seguidos de alta. No mês, o dólar caiu 4%, enquanto soma alta de 0,46% desde o início do ano.

O Departamento do Comércio dos EUA afirmou que o PCE, um dos principais indicadores da inflação, subiu 3,1% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, acima da expectativa dos analistas. O dado se soma a queda do pedido de seguro-desemprego e a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre para avanço de 6,4%, divulgados nesta quinta-feira, indicando a recuperação da maior economia do globo após a crise do novo coronavírus. Uma possível reversão da política de estímulos por causa da alta inflacionária trouxe apreensão nos mercados nas últimas semanas, mesmo que o Banco Central dos EUA (Fed) tenha reafirmado que a alta é transitória. O discurso foi endossado pela secretária do Tesouro, Janet Yellen, que ainda defendeu nesta quinta-feira o aumento de gastos públicos por parte do governo.

A alta inflacionária também foi pauta no cenário doméstico. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou 4,1% em maio, ante alta de 1,51% em abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira. O aumento faz o indicador usado como base para o reajuste do aluguel acumular alta de 37,04% em 12 meses, o maior valor desde a criação do Plano Real, em 1994. De janeiro a maio, o IGP-M soma avanço de 14,39%, o valor mais expressivo para o período desde 1995. Em maio de 2020, o índice havia subido 0,28%, e acumulava alta de 6,51% em 12 meses. Todos os três componentes do índice apresentaram variação maior na comparação com o mês anterior.