Pandemia da Covid-19 e necessidade de reinvenção acelera transição para nova economia

O movimento da pandemia, há pouco mais de um ano, provocou muitas transformações na sociedade. Um dos pontos mais latentes foi na economia, sobretudo na relação entre empresas e consumidores. A necessidade de uma reinvenção urgente ocorre em organizações de todos os portes. Diego Barreto, especialista em negócios digitais, nova economia e empreendedorismo, explica que a tendência da formação de um novo ecossistema entre empresas tradicionais e startups traz uma nova fase de desenvolvimento no país.

“É a chance de ter compreensão. No Brasil, historicamente, não tem empresas globais, que produzem produto de altíssimo valor agregado, não presta bom serviço. Aqueles dois pontos, a globalização e a massificação da tecnologia, reduz as barreiras de entrada e permite que os estrangeiros entrem mais e o empreendedorismo apareça, efetivamente.” Autor do livro “Nova Economia – Entenda por que o perfil empreendedor está engolindo o empresário tradicional brasileiro”, Barreto aponta que as transformações já estavam em andamento há algum tempo, mas a pandemia serviu como mola propulsora.

“Isso não é motivo de comemoração. A tecnologia está disponível para que os negócios possam ser digitalizados há 10, 15 anos. Você está celebrando um momento que alguém colocou uma arma na sua cabeça e disse que você não tem opção? Não! a gente tem que enxergar as empresas, que tem a capacidade de entender essa múltipla convergência das tecnologia e entender diversidade, inclusão.” O Executivo resume os seis princípios da nova economia, que devem nortear o modelo de negócio de corporações de todos os segmentos: criar demandas, saber aprender com os erros, apostar na equipe, promover disrupção digital, buscar o propósito e ter o cliente como centro. Para o especialista, as organizações que não se adaptarem a esses novos conceitos correm alto risco de fracassarem seus negócios.

*Com informações do repórter Fernando Martins