Para evitar prejuízos, empresários buscam consultoria antes de pedir empréstimos

Empresário há sete anos, Shirleyson Kaisser precisou aprender na prática como administrar o dinheiro. Quando estava começando na carreira, ele teve experiências ruins ao contrair empréstimos para seus empreendimentos; não prestou atenção em taxas, consórcios e juros e saiu perdendo. A situação mudou só recentemente, quando ele usou o apoio de uma consultoria. “Busquei dessa vez uma consultoria para poder tomar crédito do jeito certo. Aí entendi que tem crédito para cada necessidade.  A diferença de crédito para investimento, para capital de giro, fluxo de caixa, etc. No entendimento de para quê tomar e qual tomar, várias opções”, relata. Segundo um levantamento do Sebrae, mesmo em meio ao agravamento da pandemia, mais de 1 milhão de pequenas e micro empresas, como as de Shirleyson, foram abertas no Brasil entre janeiro e abril deste ano. O número de novos empreendimentos corresponde a 25% dos que foram abertos ao longo de 2020.

A consultora financeira Eliane Delmondes explica que para essas empresas terem um bom desempenho, principalmente em um ano ainda de crise econômica, é necessário planejamento na hora de pedir um empréstimo. “Saber a finalidade, para qual é essa finalidade. Entender se é para capital de giro ou se é para investimento, ver como é o fluxo dele de caixa, se é curto prazo, longo prazo e para qual real a necessidade, se ele quer e se ele precisa. Às vezes o cliente não precisa de crédito e quer pegar dinheiro do banco para ter”, explica. O Sebrae aponta que nos quatro primeiros meses de 2021, cerca 316 mil pequenas e micro empresas foram fechadas no país. O valor corresponde a aproximadamente 31% do total de empreendimentos fechados ao longo de todo o ano passado.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini