Prévia do PIB avança 1% em janeiro e indica novo fôlego para a economia no início de 2021

Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) cresceu 1,04% em janeiro na comparação com o mês anterior na série livre de influências sazonais, divulgou a autoridade monetária nacional nesta segunda-feira, 15. O resultado representa o nono mês seguido de avanço do indicativa considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) e indica o fortalecimento da atividade econômica brasileira após alta de 0,71% em dezembro de 2020. Na comparação com janeiro de 2020, o indicativo registra queda de 0,46%, e nos últimos 12 meses, de 4,04%. No trimestre encerrado em janeiro, o índice avançou 2,77%, também na série dessazonalizada. No paralelo no mesmo período do ano passado, a queda é de 0,19%.

Apesar dos resultados de janeiro estarem acima das expectativas do mercado, análises apontam que o recrudescimento da pandemia do novo coronavírus e a retomada de medidas restritivas de comércio devem desacelerar o ritmo desaceleraram o ritmo de crescimento. “É importante ter em mente que a dinâmica da Covid piorou substancialmente desde janeiro e a volatilidade do mercado aumentou. Esses fatores podem reverter os ganhos observados em janeiro”, afirma Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos.

O IBC-Br é visto pelos analistas como um antecedente do PIB, mesmo que a metodologia usada pelo Banco Central seja diferente da empregada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela divulgação da atividade econômica nacional a cada três meses. Enquanto a análise do BC leva em consideração variáveis dos setores de serviço, indústria e agronegócio, o resultado do IBGE é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A economia brasileira teve queda histórica de 4,1% em 2020, influenciada principalmente pela pandemia da Covid-19 e a retração da economia mundial por conta das restrições da circulação de produtos e pessoas.