Puxado por programas habitacionais, mercado de imóveis cresce no 1º trimestre

O primeiro trimestre de 2021 foi de bons resultados para a construção civil no Brasil. O mercado de imóveis novos apresentou crescimento comparado com o mesmo período de 2020. Os lançamentos aumentaram 39% e as vendas 21%. O bom desempenho foi puxado pelos imóveis das linhas de programas habitacionais. O mercado específico do Casa Verde e Amarela, equivalente ao antigo programa “Minha Casa, Minha Vida” apresentou alta de 31% nos lançamentos e aumento de 26% nas vendas. Ao mesmo tempo, o mercado de médio e alto padrão teve queda nas unidades vendidas de 5%, mas também apresentou aumento de 65% nos lançamentos. O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antônio França, ressalta que os resultados foram além do projeto e surpreenderam. Entre os motivos estão as taxas de financiamentos, que seguem em queda. “O que aconteceu no Brasil,  taxa de financiamento, quando a gente olha março de 2017, que era de 12,4%, hoje, março de 2021, ela está em média de 7,7%, o que traz um grande número de pessoas com a capacidade de comprar a sua casa, quer seja a primeira residência, quer seja mudar para uma casa melhor.”

A projeção da Abrainc é que o crescimento se sustente até o final do ano, especialmente porque as questões que chegaram a atrapalhar o setor, como o aumento de preço das matérias-primas, já foram resolvidas. Da mesma forma, os custos dos insumos entraram em estabilização este ano e a tendência é cada vez mais previsibilidade para as obras. O déficit de moradia também deve impulsionar o setor. A associação calcula a necessidade futura de 12 milhões de moradias pelos próximos anos. No primeiro trimestre de 2021, o PIB da construção civil cresceu 2,1%. Em 2020, o segmento foi o maior gerador de empregos com mais de 112 mil vagas criadas.

*Com informações da repórter Carolina Abelin