‘Todos os processos vão no sentido de beneficiar o consumidor’, diz relator da MP da Eletrobras

O deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), relator da MP da Eletrobras, acredita que não vai ser o fator tempo que vai fazer a matéria caducar no Congresso. Para ele, há disposição dos parlamentares de entender que a agenda econômica é tão importante quanto a sanitária. “Eu acho que os senadores cumprirão com sua missão de votar no prazo certo. Se vão aprovar, eu não sei como anda o clima no Senado. Espero que esteja positivo para que a gente possa oferecer essa agenda de retomada do crescimento ao país.” Ele ainda criticou os deputados do partido Novo que votaram contra a capitalização. De acordo com Elmar, “todos os processos incluídos vão no sentido de beneficiar o consumidor”.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o deputado afirmou que a capitalização é a forma mais simples de melhorar a qualidade dos serviços e do produto porque já existe a holding e as ações estão na Bolsa. “Essa operação é muito mais simples. O fator tempo foi preponderante para o governo editar a MP e a gente, na Câmara ir por esse caminho em vez de adotar a separação de empresas com geração, transmissão. Quatro empresas grandes competindo entre si, que era um outro modelo sugerido desde a década de 90 em um estudo feito no governo Fernando Henrique Cardoso. Acreditamos que, em um curto espaço de tempo, mais tardar no início do ano que vem, essa proposta de capitalização será posta de pé.”

Para o deputado, o caminho é para que a conta de luz fique mais barata. “Se o modelo [atual] fosse certo, a conta de energia do consumidor não viria subindo como vem acontecendo nas últimas décadas. Sem falar dos riscos que estamos correndo por investir praticamente tudo apostando na ajuda de Deus de que vai haver chuva. Fato que não ocorreu, estamos na mais grave crise hidrológica desde 1931.” Segundo Elmar, todas as medidas colocadas na lei tem efeito de médio a longo prazo. “No curtíssimo prazo, fruto das políticos do passado, temos expectativa de aumento da conta ou risco de apagão e racionamento se o país crescer no limite na ordem do que tem dito o Ministério da Economia — na ordem de 3,5% ou 4%. “Não passamos por dificuldades desse tipo ainda porque o país não cresceu na última década.”