Para o Dr. Haeckel Cabral, os implantes faciais são recursos cirúrgicos usados para aumentar projeção, corrigir desproporções e reforçar a estrutura do rosto quando há indicação real. O melhor resultado não é o mais chamativo, e sim o que organiza o contorno com naturalidade, evitando exageros e preservando a identidade. Se você considera esse tipo de procedimento, agende uma avaliação e leia este artigo até o fim para entender onde os implantes podem ajudar, quais riscos existem e como decidir com critérios claros.
O que são e qual problema eles resolvem de verdade?
Implantes faciais são próteses sólidas, desenhadas para se integrar ao relevo ósseo e criar suporte onde falta projeção. Diferentemente de preenchimentos, que atuam em tecido mole e variam com o tempo, os implantes trabalham como base estrutural. Em linhas gerais, eles são indicados quando a queixa é de falta de “alicerce” em uma região do rosto, como queixo retraído, maçãs do rosto pouco projetadas ou contorno mandibular apagado.
Como comenta o Dr. Haeckel Cabral, isso significa que o procedimento não existe para “mudar a pessoa”, mas para equilibrar proporções. O impacto é maior em fotos de perfil e em situações em que a luz evidencia sombras no terço inferior ou médio. Ainda assim, não é um atalho para juventude. Envelhecimento, flacidez e qualidade de pele exigem outra lógica de tratamento, o que torna a avaliação indispensável.
Materiais e critérios que orientam a escolha
A escolha do implante envolve biocompatibilidade, estabilidade e adequação ao formato anatômico. Em termos práticos, o cirurgião seleciona modelo, tamanho e posicionamento para que o resultado pareça parte do rosto, não um elemento adicionado. Tendo como referência o planejamento, três critérios costumam pesar:
- Aderência à anatomia: um implante que encaixa bem reduz risco de bordas perceptíveis e melhora naturalidade;
- Compatibilidade com a pele: em peles finas, volumes grandes podem ficar evidentes, exigindo abordagem mais conservadora;
- Objetivo estético específico: se a meta é projeção simples, um tipo de implante pode ser suficiente. Se a necessidade envolve correção tridimensional, a escolha pode mudar ou até indicar outra técnica.
No entendimento do Dr. Haeckel Cabral, a decisão mais segura é priorizar proporção e previsibilidade, evitando a tentação de “colocar mais” para obter impacto rápido.

Indicações e perfil ideal de paciente
Implantes faciais tendem a funcionar melhor quando há uma demanda estrutural clara, como retração do queixo, terço médio pouco projetado ou necessidade de reforço mandibular compatível com o rosto. Além disso, expectativas realistas e saúde geral adequada são indispensáveis.
Em casos de assimetria óssea importante, alterações de mordida ou necessidade de reposicionamento real do osso, pode ser preferível considerar osteotomia em vez de implante. Essa diferença é crucial porque prótese adiciona volume, enquanto osteotomia reposiciona estrutura
Como observa Dr. Haeckel Cabral, o maior erro é tentar resolver com implante um problema que é de pele, envelhecimento global ou expectativa de rejuvenescimento total. Nesses cenários, o procedimento pode até melhorar a base, porém não entrega o efeito imaginado, e a satisfação cai.
Como evitar o resultado artificial?
Todo procedimento cirúrgico tem riscos. Com implantes faciais, os principais pontos de atenção envolvem infecção, deslocamento, assimetria residual, desconforto, irregularidade de contorno e necessidade de revisão em casos selecionados. Além disso, implantes grandes em peles finas podem ficar visíveis ou palpáveis, o que compromete naturalidade.
O limite mais relevante é o estético: quando o implante excede a estrutura do rosto, ele cria um desenho que chama atenção por excesso, não por elegância. O resultado artificial costuma nascer de dois fatores: volume exagerado e posicionamento inadequado.
Como reforça o Dr. Haeckel Cabral, a naturalidade é um indicador técnico. Se o rosto fica “duro” ou com contorno rígido, a intervenção perde o sentido. O objetivo é parecer bem, não parecer operado.
Planejamento cirúrgico e recuperação
É comum haver inchaço e sensação de rigidez nas primeiras semanas, principalmente em áreas do terço inferior. Por isso, a leitura do contorno deve ser progressiva, porque o edema pode distorcer projeção e simetria no início.
Com o propósito de proteger o resultado, costumam existir orientações específicas sobre repouso relativo, retorno gradual a atividades físicas e cuidado com traumas locais. Em cirurgias intraorais, a higiene ganha destaque para reduzir risco de inflamação. Em cirurgias com acesso externo, a atenção se volta também para cicatriz e proteção solar.
Autor: Katryna Rexyza

